sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Tempo de mudança
- Descanso
- Anedotas
- Política
- Problemas
- "Perguntem ao Karluz" (espaço onde podem colocar perguntas ao mestre)
- Mulheres quase quase quase quase nuas, mas não
- Colecções (berlindes, autocolantes)
- Coisas interessantes para variar, etc.
O tema já está escolhido, e está aqui neste tempo de mudança de hoje. Mas a questão é se é mesmo um destes tópicos, se está directamente exibido ou se está escondido nalguma palavra ou jogo de palavras. Sabem como eu gosto de este tipo de enigmas. Portanto, toca a escrever à maluca pessoal, já sabem que podem falar directamente para mim, perguntar-me coisas e continuar a tentar melhorar o blog. Toca a discutir pessoal! Mas nada de pancadaria! E descansem que o tema de amanhã não é pancadaria. Procurem melhor.
AI!
Cliquem AQUI para ver o video (numa nova janela)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Tempo de mudança
Ó tio... ria!

"A pintura esforçava-se, no fundo, em vão, por nos iludir, e esta ilusão bastava à arte, enquanto a fotografia e o cinema são descobertas que satisfazem definitivamente, por sua própria essência, a obsessão de realismo. Por mais hábil que fosse o pintor, a sua obra era sempre hipotecada por uma inevitável subjectividade. Diante da imagem uma dúvida persistia, por causa da presença do homem. Assim, o fenómeno essencial na passagem da pintura barroca à fotografia não reside no mero aperfeiçoamento material mas num facto psicológico: a satisfação completa da nossa ânsia de ilusão por uma reprodução mecânica da qual o homem se achava excluído."
A grande contradição da pintura, ou o seu grande defeito ou limitação, era, para Bazin, a sua falta de objectividade.
Os passos iniciais do cinema e de seus primeiros grandes autores parecem ter seguido, de certa forma, o caminho das artes plásticas. O valor dos primeiros filmes restringia-se, mais uma vez, ao sucesso da concretização de uma ilusão. Deixando de lado as suas possibilidades como mecanismo automático de apreensão do real, o cinema herdaria, com isso, as contradições da pintura e continuaria a insistir na ideia da intervenção humana como operadora da ilusão e como criadora de significado e de discurso a partir da imagem. Tanto Eisenstein quanto Griffith, entre outros, teriam entendido a montagem como o grande elemento criador do cinema, recurso através do qual o realizador produz o sentido que deseja dar à imagem, discursa livremente e cria sua visão de mundo. Bazin fará a crítica dessa compreensão da montagem. Ele detecta no cinema de 1920 a 1940 a existência de realizadores que acreditam na imagem e realizadores que acreditam na realidade. Os realizadores que acreditam na imagem são aqueles que, para Bazin, acrescentam, através de recursos plásticos (o cenário, a maquilhagem, a interpretação, a luz, o enquadramento) e de montagem, elementos exteriores ao facto representado. Em outras palavras, acrescentariam imagem à realidade, ou transformariam a realidade em imagem. O "cinema da realidade" representava a decadência de uma certa estética cinematográfica e a reaproximação do cinema com a sua vocação realista, ou seja, com aquilo que vimos ser a mais importante potencialidade do cinema para Bazin: a apreensão directa do real e a superação das contradições herdadas da história das artes plásticas. O cinema de Godard, que Bazin não pôde conhecer, demanda grande participação ao espectador, e, ao mesmo tempo, profundamente montado, discursivo e ideológico. A ambiguidade não vem do tema ou da imagem, em si, contínua e sem cortes, mas da opção do realizador de produzir um discurso que não determina para si uma unicidade de sentido e deixa para o espectador, em certa medida, a tarefa de fazê-lo. Andy Warhol, com os seus filmes de oito horas sobre o Empire State Building ou simplesmente a mostrar um homem a dormir poderia ser compreendido como um neo-realista radical, que tirou do filme todo o conteúdo dramático e toda a acção para, reduzida a montagem ao mínimo necessário, mostrar a realidade de um evento em toda a sua extensão, em toda a sua duração, obtendo uma estrutura temporal o mais próxima possível da passagem real do tempo. Teria levado, com isso, o cinema à inexistência, ao desaparecimento total de seus elementos (actores, enredo, mise-en-scène), chegando muito perto do que Bazin teria previsto como o filme mais realista possível (nada de actores, nada de história, nada de cinema). Mas Warhol não era um neo-realista e relacionar as suas ideias às de Bazin serve mais, aqui, para ilustrar, a teoria cinematográfica de Bazin. Mas Andy Warhol, que não era mesmo neo-realista, não pretendia com os seus filmes dar lugar à realidade ou encontrar um expressão perfeita para o real em arte. A intenção dele era de modificar a relação filme-espectador. É claro também que quando Bazin fala contra a montagem e contra a intervenção excessiva do cineasta, ele está-se a dirigir directamente a um cinema que o desagradava: o cinema anterior à segunda guerra. É complicado submeter a sua teoria a algo que veio depois dela. Mas, no entanto, essa análise é válida porque mostra que a ideia do específico cinematográfico, qualquer que ele seja, montagem ou realidade, não pôde ser corroborada pelo que ocorreu a seguir com a arte cinematográfica. Além disso, confirma-se que o cinema não é um meio privilegiado de representação da realidade e não é realista por natureza. Mas o que mais importa, a despeito de todas as críticas que se pode fazer à obra de Bazin, é, segundo Labarthe, o caminho do pensamento, a clareza da demonstração, o rigor da análise. Bazin deixou uma obra importante sobre o cinema moderno, bastante reveladora sobre os seus princípios.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Tempo de mudança
Patrícias de última hora

A notícia mais relevante desta semana nem é o Benfica ter ganho 8-1, nem é o Sporting ter incrivelmente ganho um jogo, mas é sim sobre uma das pessoas que teve uma vida muito estranha e completamente diferente de todas as outras pessoas. O falecido Michael Jackson volta às notícias quando começam a especular sobre o facto de ele ainda estar vivo. Este estava endividado, e já não tem tido grande sucesso nas vendas e aos 50 anos esta morte parece conveniente. Isto é se ele ainda continua vivo e enganou toda a gente. Eu pessoalmente fui apanhado de surpresa com esta notícia, mas pensando bem, ainda por cima depois do seu corpo ter desaparecido (e pensaram que foi roubado) é mais um factor que dá sentido a tudo isto. Se o corpo dele não está lá isso pode significar que pode nunca ter lá estado. Se Michael Jackson andou mesmo a ver a WWE e assistiu ao golpe do Mr. McMahon para começarem a falar sobre ele, que outra coisa poderia esta excêntrica personagem fazer para voltar a ser o centro das atenções. O que é certo é que voltou a ser número 1 de vendas em todo o mundo, todos voltaram a falar nele, e a família Jackson está a receber balúrdios com os milhões de vendas que vão ajudar a pagar as dividas que este deixou. Eu acredito nesta notícia a 50% porque é como lançar uma moeda ao ar, tanto pode ser verdade (cara) como pode ser mentira (coroa). E faz tanto sentido que seja um golpe de génio como que seja um boato lançado pelo pessoal para causar alvoroço. Aqui estão alguns links explicativos desta recente notícia.
http://www.youtube.com/watch?v=n_xzd2BT2TY
http://www.youtube.com/watch?v=Fcy8N-CYp3M
E foi isto, Michael Jackson é a Patrícia de última hora.
WTF - Waste Time Friends!

terça-feira, 1 de setembro de 2009
Tempo de mudança
Vaca says: Múúúúúsica

Hoje é dia de música. E como tal vou falar do programa da TVI Nasci p'ra Cantar onde várias personagens imitam um vocalista e depois o público vota por telefone ou através do site da TVI. Já estamos na semi-final e eu queria realçar um dos concorrentes que se destaca claramente de todos os outros. É o concorrente que imita o Michael Jackson, Delfim Miranda. Este já esteve presente num anúncio para a Sic Notícias e actua profissionalmente. No mês de Agosto ele actuou todos os dias sem uma pausa e o público delirou e alguns até perguntaram se era mesmo o Michael Jackson dado à incrível capacidade que este tem para dançar tal e qual o seu ídolo. Pouco mais baixo que Michael Jackson, com um físico parecido e uma boa voz, este encarna na perfeição o grande Michael Jackson. Para que não deixemos a grande quantidade de raparigas adolescentes com cio votarem no Robbie Williams ou a enormíssima quantidade de idosas à beira da morte votar no Marco Paulo Wannabe, apelo ao voto do grande Delfim Miranda. Já o concorrente que imitava o Elton John era um bom concorrente e o nosso público ignorante conseguiu tirá-lo da Semi-Final para pôr outros concorrentes que menos têm conseguido. A democracia em Portugal é boa para algumas coisas mas como temos um povo completamente ignorante, é por isso que colocamos certas pessoas no poder na política e com este programa acaba por não ser diferente. Eu não percebo o que é que lá está a fazer o júri. Os bitaites deles não influenciam em nada nos votos ou pouco influenciam. Creio que seria melhor eles poderem escolher quem passa e quem fica em todas as ocasiões porque quem percebe de música não é o público de certeza. O fundador do clube de fãs de Michael Jackson precisa de ajuda para vencer justamente este programa e por isso apelo a todos os leitores que entrem neste site: http://www.tvi.iol.pt/nascipracantar/index.html e votem pelo menos 10 vezes nele para aumentar exponencialmente os seus votos. Vejam também, nos sites recomendados por este blog, o site de Delfim Miranda para não perder pitada do que se passa com este performer.
Mas neste grande dia dedicado à música não ficamos por aqui. Antes de ir votar no Delfim Miranda eu mesmo, vou pôr-vos a pensar mais um bocadinho. Eu acabei por apanhar no outro dia na rádio os Pink Floyd e a certa altura reparei que a bateria é igual à de Michael Jackson em Billie Jean. Ainda por cima o estilo de música é aquela espécie de Disco Music dos anos 70 em ambas as músicas. Quando ouvi a música na rádio até disse: Epá já viste o que era agora entrar aqui o Billie Jean nesta parte? Para perceberem melhor do que estou a falar, eu misturei as duas canções numa só e coloquei no Youtube. Pode não ter ficado bem calibrado ou perfeito mas é só para terem uma pequena ideia do que estou a falar. Oiçam e divirtam-se: http://www.youtube.com/watch?v=Ta1To4VILiQ
Tempo de mudança
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Pare e repare que há parecenças...


Nesta secção do Pare e repare que há parecenças habitual das terças-feiras, comparamos as personagens Ferrão da Rua Sésamo e Miguel Cão. Não são simplemente sósias, até porque nesta secção não vamos só comparar simples sósias. Eles são duas personagens parecidas porque estão grande parte do tempo sozinhos, são peludos com uma farfalheira que vem do peito até à barba, estão sempre a rezingar e reclamar e gritar e são simplesmente parecidos. Um faz claramente lembrar o outro em todos os aspectos, até porque enquanto um está num programa infantil e tem mesmo que ser infantil, o outro também o é sem estar inserido num programa infantil dos anos 90. Para se divertirem vejam este video no Youtube de Ferrão a começar a ladrar... Que mais parecido com o Miguel Cão poderia estar? http://www.youtube.com/watch?v=vokGQh0VOcQ
domingo, 30 de agosto de 2009
Tempo de mudança
Já agora, não se esqueçam de comentar os outros posts.
Vamos estragar dedos?


Links para darem uma vista de olhos ao jogo:
http://www.youtube.com/watch?v=-fK6PTE5SXk
http://www.youtube.com/watch?v=36mUqy-0n7A