segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tempo de mudança


Hoje é previsível o Tempo de mudança em homenagem a Delfim Miranda o vencedor do Nasci p'ra Cantar! Está de parabéns por ter vencido justamente a final com 21,1% dos votos e o povo português bateu mais um record que foi o de acordar rapidamente da burrice! Espero que este blog e todos vocês tenham contribuído para a grande vitória do Delfim! Foi completamente imprevisível e emocionante a sua vitória e vejam este vídeo do resultado da final de ontem. Mais uma vez, parabéns Delfim! You're Bad you know it!

Pare e repare que há parecenças...



Hoje, no Pare e repare que há parecenças comparamos Nani e Michael Jackson. A cor da pele, a mobilidade e agilidade, o estilo do cabelo encaracolado, as feições e o físico de Nani é bastante idêntico ao de Michael Jackson dos anos 80.



Nesta foto acima não comparem as expressões, a cor da foto e a diferença da qualidade de imagem. Reparem só como o nariz é parecido, a boca, as orelhas e principalmente o cabelo, apesar do cabelo de Michael Jackson ser mais largo.


Até quando Michael Jackson tinha cabelo mais "Afro", ele tinha feições parecidas às de Nani. Comentem.

domingo, 13 de setembro de 2009

Tempo de mudança

Agora já a seguir vamos assistir a Delfim Miranda a cantar o BAD de Michael Jackson no Nasci p'ra Cantar. Ainda nos resta um pouco de esperanças para que ganhe o Delfim mas certamente será o Cláudio Caires a ser alvejado em Las Vegas porque os americanos vão pensar que ele vai lá denegrir a imagem do Robbie Williams. O Delfim não só me adiantou que vai cantar o Bad, mas também que vai fazer Moonwalk parado (de trocar os pés) e Sidewalk. Portanto não percam isto porque vai ser um espectáculo que vos vai deixar certamente boqueabertos.

PS: E vai dançar de fato prateado e não o normal casaco de cabedal. Ou seja, a TVI não percebe nada disto...

Vamos estragar dedos?


No estragar dedos de hoje vamos falar do WWE Smackdown vs Raw 2007. Estes jogos têm sido feitos e todos os anos tentam modificar a jogabilidade e tudo para ficar mais realista (até mais que o próprio wrestling). A parte mais importante do jogo que eu queria referir, e que também tem sempre vindo a ser modificado é as submissões. Em certas submissões, em todos os jogos de wrestling anteriores bastava carregar-se no botão O, e a personagem aplicava o golpe. A partir daí o lutador adversário desistia ou não tendo em conta na quantidade de porrada que tinha levado e no estado em que se encontrava. Neste jogo durante as submissões, numa tentativa da mesma espécie que o Athens 2004 de colocar o jogador na pele de quem luta, aparece uma barra, e em vez de ser o lutador a fazer o esforço, é os próprios jogadores. Quando se joga com um ou vários amigos torna-se inacreditável o esforço por parte de ambos. Nas submissões, portanto, começou a aparecer uma barra, e o jogador que a aplica tem k carregar os botões ao calhas para a barra ir para um lado, enquanto que o outro jogador também tem que estraçalhar os botões todos para não desistir. Num jogo de luta bastante diferente de todos os outros, o jogo até é bastante calmo para ser jogado. Mas quando se chega a uma submissão passa-se de silêncio absoluto para completa euforia, caras vermelhas de esforço, e barulheira de comandos a serem rebentados. Eu próprio já acabei com os dedos com algumas feridas. Não é comparável talvez ao Mighty Morphin Power Rangers (até porque nesse é o tempo todo a estraçalhar e o comando da PS2 é mais aderente), mas é estragar os dedos à força toda. Ah, e já me esquecia que quando um jogador vai ao chão também tem que carregar assim nos botões rapidamente e estragar dedos para se poder levantar antes que o adversário aproveite para fazer uma submissão. De qualquer forma é obrigatório estragar os dedos para ganhar o jogo. Sim senhor, que grande jogo.

Vejam este video para compreenderem a 100% (basta verem aos 1:05 e aos 1:40 para compreenderem): http://www.youtube.com/watch?v=WAGeFcb1c5c

sábado, 12 de setembro de 2009

Tempo de mudança - Por Cláudio Caetano

Pois é meus amigos mais uma série da morangada a acabar, isto está mesmo decadente todos os anos é sempre o mesmo... Não sempre o mesmo visto que as “gajas” cada vez estão piores.

Acho que está na altura de acabar a palhaçada, já farta. O primeiro foi engraçado, o segundo também, a partir daí é sempre a mesma história com pessoal que não sabe representar, já só falta pôr o José Castelo Branco nos Morangos, já agora o Cláudio Ramos e a Maya sempre faziam uma tertúlia no meio do programa. Calma, estou a esquecer-me do João Malheiro que passou do futebol para a cuscuvelhice, pensando bem não muda muito.

E assim fica o Tempo de mudança feito por um leitor do blog.

PS: MORANGOS COM AÇUCAR!

Com que urso?

Aqui está, finalmente, a grande revelação. O vencedor do Enigma da Semana foi o João Barnabé que respondeu avó! Mas esse recebeu o prémio de estupidez claro. Porque o verdadeiro vencedor foi o Cláudio Caetano. A única irmã do único irmão da minha mãe é a minha mãe. E o filho único dela sou eu. Era simples. Tanto como o enigma desta semana. E não se esqueçam que quem manda mais do que um comentário é desqualificado do enigma desta semana.


ENIGMA DA SEMANA


Um homem pesa 100 quilos mais metade do seu peso total. Qual é o seu peso total?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tempo de mudança

Estejam prontos para saberem amanhã quem é o vencedor do Enigma da Semana e o próximo a postar o Tempo de mudança. Estejam também atentos ao novo Enigma da Semana para serem o urso que posta o Tempo de mudança da semana seguinte. Portanto polar ou pardo, estejam atentos seus grandes ursos!

AI!

No AI! desta semana temos um anúncio mesmo maluco que é o da Caixa Crédito Habitação. Como neste anúncio nos são colocadas perguntas (e com razão devido ao pouco sentido que toda esta porcaria faz), a melhor maneira de o analisarmos é respondendo às perguntas. Então aqui vai.

Pergunta número 1:
O que tem o Tiago Monteiro em comum com o André Sardet?

Resposta: A nacionalidade e são ambos irritantes a tocar guitarra.

Pergunta número 2:
E o André com a Telma Monteiro?

Resposta: O André Sardet tem um fetiche por encontros estranhos com pessoas com o nome começado por T e com o apelido Monteiro, independentemente dessas pessoas serem do sexo masculino ou feminino.

Pergunta número 3:
E o que pode ter a Telma em comum consigo?

Resposta: Ambos conseguimos dar um enxoval de porrada no lingrinhas do André Sardet.

Resumo: Non-sense, estupidez, anúncio sem sentido. O quê? Esse foi bom. Vejam.



E agora para fazer publicidade a algo, já que estamos com a mão na massa e a falar mal do André Sardet, este Domingo não se esqueçam que é a final do Nasci p'ra Cantar onde participa o grande Delfim Miranda. Esperemos que não pensem que tudo o que sai da boca do André Sardet sejam refrões eternamente repetitivos e parvoíce autêntica como neste anúncio e façam o que ele diz: votem no Delfim Miranda.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tempo de mudança

Eu tenho tido alguns problemas com o Html do blog e por isso peço desculpa por estes dias tudo estar tão caótico no meu blog. Mas já está tudo organizado e pronto a seguir. E a pensar que tudo isto começou com uma borboleta a ser comida num restaurante na China, e esse chinoca era hacker e decidiu lixar a vida de quem tivesse o blog mais maluco do mundo. Como não é o meu, ele enganou-se e acabou por me lixar. Já repararam na imprevisibilidade disto?

Ó tio... ria!

Como esta semana não gostei de nenhuma teoria enviada por vocês e nem eu próprio tenho uma inventada por mim que já esteja pronta, vou colocar aqui a explicação de uma teoria bastante conhecida. Digam a vossa opinião acerca desta teoria. Comentem pá.


Teoria do Caos (Efeito Borboleta)- Edward Lorenz

Teoria do caos, para a física e a matemática, é a teoria que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Em sistemas dinâmicos complexos, determinados resultados podem ser instáveis no que diz respeito à evolução temporal como função dos seus parâmetros e variáveis. Isso significa que certos resultados determinados são causados pela acção e a interacção de elementos de forma praticamente aleatória. É fácil explicar isto com um exemplo da natureza, onde esses sistemas são comuns. A formação de uma nuvem no céu pode ser desencadeada e desenvolver-se com base em centenas de factores que podem ser o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, etc. Para além disso, mesmo que o número de factores que influenciam um determinado resultado seja pequeno, ainda assim a ocorrência do resultado esperado pode ser instável, desde que o sistema seja não-linear. O que os matemáticos querem prever é aquilo que as pessoas pensam que é acaso mas, na realidade, é um fenómeno que pode ser representado por equações. Alguns pesquisadores já conseguiram chegar a algumas equações capazes de simular o resultado de sistemas como esses. Mesmo assim a maioria desses cálculos prevê um mínimo de constância dentro do sistema, o que normalmente não ocorre na natureza. Os cálculos que envolvem a Teoria do Caos são utilizados para descrever e entender fenómenos meteorológicos, crescimento de populações, variações no mercado financeiro, movimentos de placas tectónicas, etc. Uma das mais conhecidas bases da teoria é o chamado Efeito Borboleta, teorizado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963. A ideia é que uma pequena variação nas condições em determinado ponto de um sistema dinâmico pode ter consequências de proporções inimagináveis. "O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furação em Nova Iorque." O efeito borboleta demonstra a impossibilidade de uma previsão meteorológica perfeita e prova que o determinismo de Laplace para certos casos passa a não funcionar, pois para se ter uma previsão meteorológica de extrema precisão, os dados de alimentação além de serem infinitos, deveriam ser de precisão infinita, portanto, a memória física de processamento de dados também deveria ser infinita. Sendo impossível dispor de tal sistema, é impossível executar-se uma previsão determinista nestas bases.

Tempo de mudança



No Tempo de mudança de hoje tenho a dizer uma coisa muito importante:

Não se esqueçam de não entrar no meu site amanhã, visto que é o dia das teorias e vamos pensar. Não estoirem os vossos miolos. Por acaso afinal até é hoje porque já é madrugada deste dia. Bem, como não gostei das 1000 teorias da treta enviadas pelo mail, vou colocar outra teoria sobre algo intelectual. Fujam! Até hoje!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Jogo Online da Semenya

Patrícias de última hora

Os jornalistas filhos da mãe sempre a ver se apanham alguma gafe de pessoal famoso para ver se gozam com eles. Todas as semanas no correio da manhã têm as frases mais curiosas ditas por gente famosa. Nunca é nada de especial e é sempre forçado como aquela vez que pressionaram António Guterres para que ele diga a célebre frase "...é só fazer as contas." O que é certo é que Sérgio Conceição, ex-jogador da selecção portuguesa de futebol disse: "...Gilberto Merdaíl... Disse Merdaíl?"
Na minha opinião isto foi um autêntico gozo da parte de Sérgio Conceição e não um engano. E por isso, Gilberto Merdaíl é a Patrícia de última hora.

WTF - Waste Time Friends!



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tempo de mudança

No Tempo de mudança de hoje vai haver parvoíce. Já que a vaca está com fôlego para continuar a dizer múuúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúú... vamos continuar com a música. Nas letras das músicas em inglês, façam o jogo de mudar mesmo quase todos os verbos para fuck (com a excepção de alguns para não tirar o sentido às frases que têm 2 verbos de seguida, como por exemplo, wanna see) ou para outro verbo que torne as coisas ridículas (não se esqueçam de conjugar o verbo no tempo em que ele estava originalmente). Façam esse exercício. E Façam exercício para não ficarem gordos como a vaca. Comecem a postar letras de músicas inteiras aqui. Aqui está o meu contributo:


Fuck it - Michael Jackson

They fucked him never fuck around here
Don't wanna fuck your face, you better fuck
The fire's in their eyes and their words fuck really clear
So fuck it, just fuck it

You better fuck, you better fuck what you can
Don't wanna fuck no blood, don't fuck a macho man
You wanna fuck tough, better fuck what you can
So fuck it, but you wanna fuck bad

Just fuck it, fuck it
No one wants to be fucked
Fuckin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just fuck it, fuck it
Just fuck it, fuck it
Just fuck it, fuck it
Just fuck it, fuck it

They're out to fuck you, better fuck while you can
Don't wanna fuck a boy, you wanna fuck a man
You wanna fuck alive, better fuck what you can
So fuck it, just fuck it

You want to fuck them that you're really not fucked
You're fuckin' with your life, this ain't no truth or dare
They'll fuck you, then they fuck you, then they fuck you it's fair
So fuck it, but you wanna fuck bad

Just fuck it, fuck it
No one wants to be fucked
Fuckin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just fuck it, fuck it
No one wants to be fucked
Fuckin' hoy funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just fuck it, fuck it

Vaca says: Múúúúúsica

Como disse ontem, hoje é para cascar no povo. Depois de 30 segundos a pensar não muito exaustivamente cheguei à fácil conclusão que o povo não gosta de música. Com os meus conhecimentos de música, tanto como os meus conhecimentos de cinema, consigo tornar este tema tão "aborrecido" para as pessoas como o de quinta-feira foi. E é isso mesmo que eu quero fazer. Que se lixe ter mais visitantes! Que se lixe que alguém meta os pés no meu blog! Eu não vou aqui falar de U2 ou de gajos que façam as pessoas ter uma má ideia do que é a música! Eu não quero no meu blog gente completamente obesa de tanto comer lixo televisivo oferecido pelo governo! Eu quero aqui gente que não se incomode a ler verdades, e a trabalhar o cérebro. Não quero pessoas cujo cérebro está a entrar em completa atrofia por falta de desenvolvimento e prática da inteligência. Se acham que o povo português gosta de música, eu discordo. Acompanhem-me no meu raciocínio. O povo português gosta de ritmos constantes, malhas com 3 notas que se repetem 16 vezes, refrões atrás de refrões com arranjos completamente simples e comerciais, o instrumental é melhor ser cortado porque senão as pessoas adormecem, a música não pode ser elaborada porque tem que ficar na cabeça (quem é inteligente consegue decorar mentalmente instrumentais de 15 minutos e ficar com eles na cabeça, o Homem comum contemporâneo não consegue). O que as pessoas gostam de ouvir é alguém a cantar algo simples que eles também conseguem facilmente cantar, exactamente por essa razão: para eles também poderem cantar e acompanhar a fraca melodia. Se toda a gente consegue cantar o que os Xutos & Pontapés conseguem cantar, o que faz deles artistas? Ou será que toda a gente é artista? O que as pessoas gostam de ouvir nem é alguém a cantar, o que gostam de ouvir é gente a "cantarolar" e mesmo cânticos como se pode ouvir num miserável jogo de futebol. A música "Maria" dos Xutos & Pontapés, por exemplo, é uma pequena amostra do que é claramente um cântico desportivo e não música. É claro que na arte como em tudo, há coisas boas e coisas más. Há música boa e música má. Mas a minha paixão enorme pela música não me deixa ficar calado enquanto as pessoas gostam de denegrir o nome da música. A palavra MÚSICA tem vindo cada vez mais a ser completamente esmurrada e espancada com uma marreta por toda a gente. Os homens das cavernas na idade da pedra são completamente comparáveis ao povo de hoje. Simplesmente o facto das pessoas hoje em dia serem tão convencidas fá-las serem levadas ao engano pensando que são inteligentes só porque tiveram uma boa nota num teste de matemática da escola. O que é certo é que quando o Homem descobriu a inteligência foi fazendo associações, tendo pensamentos em vez de simplesmente pensar, foi desenvolvendo a descoberta que os distingue de todos os outros animais. Com tanto avanço científico-tecnológico e em termos de valores sociais de agora, as pessoas têm a "papinha" toda feita e não precisam de mexer uma palha nem carregar no botão "ON" do cérebro. Para quê fazer isso se estão todos tão confortáveis com a alavanca pressionada no "OFF"? Isto não é o estagnar do desenvolvimento da inteligência, isto é um completo retrocesso. Nesta cavalgada pela cultura e tentativa de ser um visionário, tentando modificar a forma de pensar de todos nós, quando eu chegar à minha morte ou estarei orgulhoso por ter sido bem sucedido e ter conseguido com que as minhas palavras acabassem por ser passadas de pessoa em pessoa até conseguir com que toda a gente carregue no "ON", ou então morrerei feliz por abandonar este mundo de ignorantes. Se acham que estou a chamar-me inteligente que fique bem claro que não o estou a fazer. Estou a chamar-me filósofo pelo meu amor à sabedoria e a vontade de tornar o Homem no que todos dizem que ele é, por completa ilusão. E mesmo se me estivesse a considerar entre os 10000 homens mais inteligentes do país, simplesmente vejam as audiências dos jogos de futebol, das Tardes da Júlia, das novelas da TVI e dos canais de filmes pornográficos, e vejam já os milhões de pessoas cuja cabeça é um simples pote de bolachas fora do prazo. Como é que há gente a gostar de ouvir Pedro Khima? Como é que tanta gente ouve Green Day? E música popular brasileira? É realmente um assunto sério. O que se passou com os arranjos e o desenvolvimento que os compositores da música clássica deram à música há alguns séculos atrás? As músicas agora começam com voz, e o instrumental só lá está para acompanhar. Onde está a introdução instrumental? Eu não tenho preconceitos com nenhum instrumento nem com nenhum estilo de música em particular, mas vários estilos de música precisam de ser aproveitados para ser desenvolvidos. A rádio corta o pouco instrumental que as músicas medíocres que colocam têm. Tudo o que é exibido em todo o lado, só tem sucesso se for fácil de cantar para as pessoas poderem acompanhar e fácil de perceber. Se alguém faz algo mais, que nem precisa de ser muito, já é muito para a cabeça das pessoas. Já os Metallica, conseguiram combater um pouco isto ao lançarem o Single "The Day That Never Comes". Tem uma introdução simples e o James começa a cantar com uma voz melódica e agradável, mas não muito elaborada. A partir dos 3 minutos (o tempo que qualquer música comercial acaba) até aos 8 minutos os arranjos tornam-se muito elaborados para algo que vende muito. Já quem não tem uma estratégia destas para vender, tem mais respeito da minha parte já que não é o vender e fazer dinheiro que importa, mas sim o fazer boa música. Introduções instrumentais de 3 a 5 minutos já se tornam difíceis de ouvir para as pessoas, e isto é mais que uma prova que as pessoas não gostam de ouvir música, mas alguém a "quase falar" ou a cantar como se estivesse no chuveiro (como David Fonseca a assobiar). Onde se encontram aqueles interlúdios instrumentais deliciosos de se ouvir em qualquer música que não seja só instrumental? Portugal funciona assim: os músicos podem ter formação musical, mas não percebem de composição musical como o grande Vitorino D'Almeida percebe. Eu queria que vocês tivessem um conhecimento do que eu ando a estudar e ando recentemente a ler sobre música. Aconselho-vos a lerem o livro "O Convite à Música" de Roland de Candé. Porém este não é um livro para iniciados. Eis o que diz no livro sobre arranjos: "...Na chamada música «clássica», tudo aquilo que os compositores compõem está pronto para ser executado por vozes e instrumentos bem definidos. Tudo o que pode ser notado foi notado na partitura, até ao mais pequeno pormenor instrumental. No jazz, a improvisação é, normalmente a regra. Mas a improvisação tornou-se perigosa quando se quis reunir grandes orquestras. Tornou-se então habitual o estabelecimento de um «arranjo» prévio do tema escolhido. Na música de variedades, é simultaneamente um princípio sagrado e uma necessidade. Uma necessidade, porque muitos criadores de canções não têm uma formação de compositores: é necessário ultrapassá-los para corrigir, harmonizar, instrumentar as suas ideias melódicas..." Continuando, os arranjos de uma música são, na minha opinião, como a narrativa de um filme. Os filmes comerciais têm uma narrativa fácil de entender e os filmes alternativos têm uma narrativa com uma introdução bem definida e elaborada, por vezes fazendo lembrar o jazz na sua liberdade, mas também muitas vezes trabalhada por secções e até construída por imagens e sons. A forma de construcção, a organização por secções musicais, a relação de partes de música com outras, partes mais calmas intermédias e finais épicos, relação de músicas com outras em termos de melodia e até às vezes de letra, poder-se contar uma história e vocalidade melódica e elaborada que só um verdadeiro artista faz como vemos na Ópera; Este tipo de arranjos e musicalidade é o que falta à música portuguesa, isto é música, e é precisamente o que o povo português foge a sete pés, tanto como todos os outros aspectos da arte e da cultura em geral, e particularmente também da literatura, mas isso deixamos para outro dia. Só tenho a referir que hoje não vai haver nenhuma imagem para embelezar o texto ou torná-lo mais fácil de ler. Só quem tiver realmente cabeça para ler uns quantos parágrafos sobre um tema interessante e uma tomada de posição, vai compreender o que se passa com este povo enfadonho. Não vou escrever um texto curto e fácil de ler para que todos vejam e digam: "olha que bonito..." Eu quero que os intelectuais não fiquem na deles, ensinem-me a mim e aprendam de mim, e se juntem a mim nesta luta pelo enriquecimento cultural do povo português, já que o governo se recusa a dar esse tipo de educação às pessoas.

Como grande admirador dos Dream Theater, vou colocar aqui um video para vocês compreenderem o que é música e se for demasiado para a vossa cabeça, certamente não irão gostar: http://www.youtube.com/watch?v=9HVhQc7foXQ

Vou também colocar aqui um bocado de Jazz Experimental do qual eu também sou um grande fã: http://www.youtube.com/watch?v=hh7PB7AsEBI

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tempo de mudança


Neste Tempo de mudança mostro indignação com um indivíduo chamado Claudio Merdas, o próximo vencedor do Nasci p'ra Cantar da TVI. Qual é a piada de um concurso quando se sabe o vencedor (injusto) antes do fim? Quanto ao Delfim Miranda ele está de parabéns pela actuação e o povo português está de parabéns porque conseguiu mostrar-se ainda mais ignorante que o normal! Creio que é um novo record mundial senhoras e senhores! É a primeira competição dos Jogos Olímpicos que Portugal bate o record mundial. Muito bem. E é sobre exactamente isso o tema de amanhã.

Pare e repare que há parecenças...



Quim Barreiros e o falecido Saddam Husein. É preciso dizer alguma coisa? Isto parece o jogo das 7 diferenças!

domingo, 6 de setembro de 2009

Tempo de mudança

No Tempo de mudança de hoje vou dizer para às 23 assistirem ao grande Delfim Miranda a cantar e a dançar o Beat it na TVI! Ele já me disse que vai ser essa a música e que vai matar-se devido a ser difícil cantar (das mais difíceis) que ele nem costuma cantar ao vivo porque senão já não se aguenta a actuação toda. Hoje como é só essa música ele vai dedicar-se a ela ao máximo, demonstrar como dança incrivelmente como o Michael Jackson e como consegue a coordenação para cantar uma música bem tramada ao mesmo tempo. Estejam atentos. Desejamos boa sorte a este performer e que consiga estar presente na final deste concurso. E que as velhas à beira da morte (que nunca mais chega) não estraguem isto tudo. A gente gosta é de estragar dedos. Portanto o Tempo de mudança de hoje já cá canta, e Delfim Miranda está prestes a fazê-lo.

Vamos estragar dedos?



Vamos. No grande Vamos estragar dedos? de hoje vamos tentar lixá-los de diversas e variadas maneiras. Já que têm bolhas gigantes nos dedos para o resto do mês apresento-vos o Athens 2004 para a PS2. Este jogo faz lembrar outro de estragar dedos que eu gostaria de mencionar, e esse jogo é o Athlete Kings para a Sega Saturn. Para correr nas corridas de velocidade, no salto em altura, na natação, no salto à vara, no alterofilismo, e em vários jogos é necessário carregar-se muito rápido alternadamente nos botões X e O. Há muitas maneiras de o fazer: uns metem o comando no chão, sentam-se à chinês e carregam com os indicadores de cada mão em cada botão, outros pousam o comando nas pernas e com os polegares dão cacetada no comando, e outros (como eu) rodam o comando na vertical em vez de estar na horizontal, com os dois polegares atacam os botões X e O e dá jeito para carregar no R1 para a partida e para esticar na meta e no caso das outras competições também. A maneira como eu faço as coisas é eficaz mas não aconselhável a quem quiser continuar com os dedos todos presos na mão. O carregar no R1 torna-se extremamente doloroso à medida que o tempo passa (não experimentem natação porque se carrega de 5 em 5 segundos no R1 para respirar e volta-se ao X/O durante muito tempo), porque como tudo é tão rápido e forçado acabamos por aplicar muita força no comando e os braços também se cansam facilmente. Outras competições como o lançamento do disco estragam mais a mão esquerda do que propriamente os dedos. Nessa competição tem que se rodar o analógico esquerdo rapidamente para a barra de poder se encher. Não têm noção de como isso dói nos ossos da mão. Depois tem que se carregar no L1 ou R1 rapidamente para ajustar a altura. Algo que eu aconselho aos grandes fãs de estragar dedos é experimentar jogar a secção "Campeão", em que se jogam todas as competições dos jogos olímpicos presentes no jogo para um Overall de pontos final que vai dar a medalha ou não. Eu já consegui no total vencer a medalha de ouro. Eis como me encontrava no final: Braços contraídos e cansados (quase tanto como no Mighty Morphin Power Rangers The Fighting Edition para a SNES), a suar em bica, mãos doridas por toda a parte e uma dor forte no indicador da mão direita que só me passou na semana seguinte e isso porque voltei a jogar umas quantas corridas a meio dessa semana. É o vício de estragar dedos o que é que querem? Só não estraguem é o comando, o que é muito possível nestes jogos. Se o fizerem, já não podem estragar mais dedos a jogar!

Dois videos que eu gostava que vissem sobre este jogo são estes:


Video explicativo de como se joga o alterofilismo (de como se estraga dedos): http://www.youtube.com/watch?v=x5Nq1og3X4w


Video feito por uma portuguesa a dar cacetada bem audível no analógico a jogar ao lançamento do disco (vejam e sobretudo oiçam isso aos 7:05): http://www.youtube.com/watch?v=7N-2UUMMQ8o

sábado, 5 de setembro de 2009

Tempo de mudança


Enquanto ninguém ganhar quem escreve o Tempo de Mudança sou eu. Ah pois é. Já que criticam tanto este tema, toca a acertar para ver o que é que vocês fazem. Agora vou mas é começar a falar com expressões portuguesas estúpidas. Tentem contá-las. Quem acertar leva um dos 3 ursos do último post para casa!
Hoje foi um dia e pêras. Mais um dia de descanso com um desafio simples e tal. Mas não adivinharam o tema de hoje pá. Que filha da putice. Tenho andado aqui a matutar sobre certas e determinadas questões e o que congeminei é que nem sabendo o tema de amanhã vocês acertam. E para a semana o desafio é mais difícil, e vai tudo a correr que nem sete cães a um osso para tentar escrever o Tempo de Mudança da semana seguinte. Adeus, amanhã é tudo batido a estragar dedos. Já agora digam também se querem que o próximo desafio seja novamente de parentescos, matemático ou outra coisa qualquer. Ouvistes?

Com que urso?



Ninguém acertou o enigma escondido no Tempo de Mudança sobre o tema de hoje. Deviam ter copiado para Wordpad o texto todo e começar a eliminar palavras. Os tópicos eram pura estupidez, logo para ser eliminados. Deviam manter a palavra desafio da primeira linha do Tempo de Mudança, e a parte "eu gosto deste tipo de enigmas". Eu coloquei "jogo de palavras" no texto, para confundir-vos também, já que isso não tem nada a ver com o tema de hoje. Então o desafio que eu vos lanço hoje é um enigma. Vocês têm que responder nos comentários a este post. No Com que urso? da próxima semana eu direi a solução ao enigma. O primeiro a comentar acertadamente a este enigma é o vencedor e terá a oportunidade de postar o Tempo de Mudança do próximo Sábado! Se alguém tiver já respondido primeiro o que vocês iam a dizer, arrisquem! Digam outra coisa qualquer. Talvez acertem e o outro palpite esteja errado. Não se esqueçam também que só se pode comentar uma vez, quem enviar mais do que um comentário é desqualificado. Quem será o urso vencedor?...Errr... Quer dizer... Quem vencerá este concurso?

ENIGMA DA SEMANA

Se a única irmã do único irmão da tua mãe tem um filho único, que parentesco tem essa pessoa contigo?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tempo de mudança

No tempo de mudança de hoje vou colocar-vos um desafio. Conseguem adivinhar o que será o tema de amanhã? Vamos lá ver, vamos colocar tópicos do que poderá ser:
- Descanso
- Anedotas
- Política
- Problemas
- "Perguntem ao Karluz" (espaço onde podem colocar perguntas ao mestre)
- Mulheres quase quase quase quase nuas, mas não
- Colecções (berlindes, autocolantes)
- Coisas interessantes para variar, etc.

O tema já está escolhido, e está aqui neste tempo de mudança de hoje. Mas a questão é se é mesmo um destes tópicos, se está directamente exibido ou se está escondido nalguma palavra ou jogo de palavras. Sabem como eu gosto de este tipo de enigmas. Portanto, toca a escrever à maluca pessoal, já sabem que podem falar directamente para mim, perguntar-me coisas e continuar a tentar melhorar o blog. Toca a discutir pessoal! Mas nada de pancadaria! E descansem que o tema de amanhã não é pancadaria. Procurem melhor.

AI!

Perguntam-se porque é que o título deste tema é Ai... Não, não me dói nada. E se eu vos disser que é uma sigla?... Também não é Artificial Inteligence... Já que vocês não conseguem adivinhar, aqui vai. Hoje é o dia dos Anúncios Idiotas! Colocarei todas as semanas um anúncio idiota em português. O anúncio pode a maior parte das vezes não ser original de Portugal, mas tal como a dobragem do Dragonball, os anúncios não fogem à tradução idiota. O anúncio que vou exibir hoje já é estúpido o suficiente nas versões originais e portanto a versão portuguesa não podia deixar de ser estúpida. O anúncio vencedor desta semana é o da Trina. Agora antes de assistirmos à sua espectacularidade, vamos analisá-lo um pouco. Uma mulher reclama por estar sozinha porque contou uma piada e ninguém se riu. Um homem, no meio das rochas a fazer exercício, para consolá-la, diz que não está só porque ele comprou um Gym Power, tudo indica, nas televendas. E daí começa a descambar. Será isto non-sense completo? Comentem e analisem este anúncio, porque cá eu não compreendo. Já que estamos numa de anúncios e propaganda, aproveito para dizer-vos para irem ao site http://www.maniacs.kk5.org assistir às novidades lá colocadas.

Cliquem AQUI para ver o video (numa nova janela)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Tempo de mudança

Bem, hoje deu para vocês lerem muito, pensarem muito e discutirem muito sobre o que foi apresentado. No Tempo de Mudança de hoje, em vez de cair em Déjà Vu e voltar a dizer para que serve isto e/ou dar ideias para comentários, opiniões e temas a discutir, vou responder a alguns comentários que tenho visto em relação a este tema. Ouvi dizer já 2 ou 3 vezes ao longo desta semana que está tudo bem no blog excepto mesmo este tema. Mas para vos pôr a pensar novamente eu vou expôr aqui o meu argumento em relação a isso. Nenhum blog é perfeito e toda a gente sabe que quando aparece algo diferente num blog ou é genial ou é de certo modo estranho e demora a fazer habituar. Na minha opinião este tema é o mais único que há no blog, visto que mais nenhum blog tem isto. Não seria um blog diferente dos demais se pusesse só post e mais post e mais post e mais nada. Aqui posso fazer um sumário do dia, da semana e do mês se me apetecer, é onde posso falar livremente e directamente aos leitores (o que também faz lembrar uma das características da Nouvelle Vague: os actores falarem directamente para a câmara com o espectador pela primeira vez no cinema), ouvir os leitores e saber a opinião deles sobre tudo no intuito de fazer um melhor próximo post, e ir melhorando o blog futuramente. O que é certo é que se está a gerar um frenesim à volta deste blog e há demasiados leitores, e não se pode agradar a todos. Lembrem-se o que disse James Hetfield em relação a este assunto de agradar aos fãs: o que separa o artista dos meros fãs é que se eu começar a dar ouvidos ao que os fãs dizem e fazer tudo o que pedem, eu já não sou o artista, vocês são. Portanto compreendam isto e dêem-me liberdade para postar esta espécie de sumário como talvez alguém escreveria num daqueles diários antes de se ir deitar como um resumo do dia. Comparem também isto com a História de Portugal e do mundo para compreenderem a construcção da história deste blog: conhecendo o passado podemos compreender o presente para construir um melhor futuro. É esse lema que eu aproveito para explicar a estratégia para o blog ser melhorado. Agora que escrevi algo mais consistente neste tema, comecem a considerar isto como um tema a sério e menos como um tema de transição entre posts, completamente desnecessário. Se ainda assim não concordam, comentem. Eu terei todo o prazer de escutar todo o diferente tipo de argumentos que o vosso cérebro tem capacidade para congeminar. Se concordam, façam-se ouvir, para que eu e os fãs desagradados compreendam que não é só teimosia minha sem qualquer fundamento.

Ó tio... ria!

Às quintas-feiras vamos pensar a sério. É talvez um dia em que não vamos ter tantos leitores porque é um dia mais intelectual. Hoje é o dia em que vamos expor teorias e discutir sobre elas. Hoje vou começar por falar de uma teoria cinematográfica: a Teoria Realista segundo André Bazin. Todas as semanas vocês podem enviar para o meu e-mail uma teoria vossa que tenham estado a desenvolver, ou com uma teoria bem desenvolvida que vocês gostem. Podem também ser teorias da treta com um pouco de verdade à mistura ou simplesmente algo que faça as pessoas pensar e querer falar sobre isso. Portanto não percam a oportunidade. Para discutirem sobre a teoria aqui apresentada comentem mesmo no post, mas se tiverem alguma teoria não a escrevam aqui porque eu não leio os comentários e não a vou buscar aqui. E não é realmente necessário matarem-se a escrever para eu colocar a teoria aqui, mas também não escrevam um esboço de 3 ou 4 linhas.


Teoria Realista - André Bazin


Bazin foi talvez o primeiro crítico a perceber e a analisar a mudança fundamental que ocorreu no cinema nos anos 40 e no pós-guerra, a separação entre um primeiro cinema (realista) e um cinema moderno (neo-realista). O que fazia esse novo cinema diferente e o que nele possibilitava essa nova relação com o espectador, ou, ao contrário, o que aconteceu ao cinema e ao mundo para que se buscasse uma nova relação filme-espectador, seriam questões fundamentais para a análise e para a crítica de cinema feita por Bazin. É em relação a dois dos principais pontos da estética cinematográfica clássica (a dramaturgia e a montagem) que Bazin vai estabelecer as diferenças mais significativas entre realismo e neo-realismo. No que diz respeito à dramaturgia, Bazin vai ver, em certos realizadores italianos como Rossellini, Visconti e De Sica, uma maior liberdade em relação às regras da necessidade dramática herdadas do teatro e uma quebra com os mecanismos do espetáculo, que até então teriam dominado o cinema. A utilização de actores não profissionais e de cenários naturais, é, para Bazin, mais do que artifícios contingenciais da realização cinematográfica, elementos de uma crítica ao cinema-espetáculo. O intérprete (escolhido unicamente por seu comportamento geral), passa a ser em vez de se expressar. O cenário natural reduz as possibilidades de controlo e de obtenção de efeitos de luz e de cenografia permitidos pelo estúdio, e põe em jogo "o acaso" como criador. A crítica de Bazin à montagem realista, ou melhor, ao tipo de montagem corrente nos anos anteriores à segunda guerra mundial, da mesma forma que a sua crítica à dramaturgia clássica, pode ser entendida claramente como a defesa de um certo "específico cinematográfico", redefinido por ele. Em vários textos célebres, como "Ontologia da Imagem Fotográfica", "Montagem Proibida" e "A Evolução da Linguagem Cinematográfica", Bazin vai tratar dessa "essência" realista que caracterizaria o cinema, dessa sua propriedade particular de representar melhor o real, de obter uma adequação exacta entre a imagem e o objecto. Identificando na história das artes plásticas a história da semelhança e do realismo, Bazin vai ver na fotografia e no cinema a chegada a um estágio especial dessa história (a chegada a um realismo talvez definitivo) e a solução de contradições sempre presentes na pintura:

"A pintura esforçava-se, no fundo, em vão, por nos iludir, e esta ilusão bastava à arte, enquanto a fotografia e o cinema são descobertas que satisfazem definitivamente, por sua própria essência, a obsessão de realismo. Por mais hábil que fosse o pintor, a sua obra era sempre hipotecada por uma inevitável subjectividade. Diante da imagem uma dúvida persistia, por causa da presença do homem. Assim, o fenómeno essencial na passagem da pintura barroca à fotografia não reside no mero aperfeiçoamento material mas num facto psicológico: a satisfação completa da nossa ânsia de ilusão por uma reprodução mecânica da qual o homem se achava excluído."

A grande contradição da pintura, ou o seu grande defeito ou limitação, era, para Bazin, a sua falta de objectividade.
Os passos iniciais do cinema e de seus primeiros grandes autores parecem ter seguido, de certa forma, o caminho das artes plásticas. O valor dos primeiros filmes restringia-se, mais uma vez, ao sucesso da concretização de uma ilusão. Deixando de lado as suas possibilidades como mecanismo automático de apreensão do real, o cinema herdaria, com isso, as contradições da pintura e continuaria a insistir na ideia da intervenção humana como operadora da ilusão e como criadora de significado e de discurso a partir da imagem.
Tanto Eisenstein quanto Griffith, entre outros, teriam entendido a montagem como o grande elemento criador do cinema, recurso através do qual o realizador produz o sentido que deseja dar à imagem, discursa livremente e cria sua visão de mundo. Bazin fará a crítica dessa compreensão da montagem. Ele detecta no cinema de 1920 a 1940 a existência de realizadores que acreditam na imagem e realizadores que acreditam na realidade. Os realizadores que acreditam na imagem são aqueles que, para Bazin, acrescentam, através de recursos plásticos (o cenário, a maquilhagem, a interpretação, a luz, o enquadramento) e de montagem, elementos exteriores ao facto representado. Em outras palavras, acrescentariam imagem à realidade, ou transformariam a realidade em imagem. O "cinema da realidade" representava a decadência de uma certa estética cinematográfica e a reaproximação do cinema com a sua vocação realista, ou seja, com aquilo que vimos ser a mais importante potencialidade do cinema para Bazin: a apreensão directa do real e a superação das contradições herdadas da história das artes plásticas. O cinema de Godard, que Bazin não pôde conhecer, demanda grande participação ao espectador, e, ao mesmo tempo, profundamente montado, discursivo e ideológico. A ambiguidade não vem do tema ou da imagem, em si, contínua e sem cortes, mas da opção do realizador de produzir um discurso que não determina para si uma unicidade de sentido e deixa para o espectador, em certa medida, a tarefa de fazê-lo. Andy Warhol, com os seus filmes de oito horas sobre o Empire State Building ou simplesmente a mostrar um homem a dormir poderia ser compreendido como um neo-realista radical, que tirou do filme todo o conteúdo dramático e toda a acção para, reduzida a montagem ao mínimo necessário, mostrar a realidade de um evento em toda a sua extensão, em toda a sua duração, obtendo uma estrutura temporal o mais próxima possível da passagem real do tempo. Teria levado, com isso, o cinema à inexistência, ao desaparecimento total de seus elementos (actores, enredo, mise-en-scène), chegando muito perto do que Bazin teria previsto como o filme mais realista possível (nada de actores, nada de história, nada de cinema). Mas Warhol não era um neo-realista e relacionar as suas ideias às de Bazin serve mais, aqui, para ilustrar, a teoria cinematográfica de Bazin. Mas Andy Warhol, que não era mesmo neo-realista, não pretendia com os seus filmes dar lugar à realidade ou encontrar um expressão perfeita para o real em arte. A intenção dele era de modificar a relação filme-espectador. É claro também que quando Bazin fala contra a montagem e contra a intervenção excessiva do cineasta, ele está-se a dirigir directamente a um cinema que o desagradava: o cinema anterior à segunda guerra. É complicado submeter a sua teoria a algo que veio depois dela. Mas, no entanto, essa análise é válida porque mostra que a ideia do específico cinematográfico, qualquer que ele seja, montagem ou realidade, não pôde ser corroborada pelo que ocorreu a seguir com a arte cinematográfica. Além disso, confirma-se que o cinema não é um meio privilegiado de representação da realidade e não é realista por natureza. Mas o que mais importa, a despeito de todas as críticas que se pode fazer à obra de Bazin, é, segundo Labarthe, o caminho do pensamento, a clareza da demonstração, o rigor da análise. Bazin deixou uma obra importante sobre o cinema moderno, bastante reveladora sobre os seus princípios.